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Papa em Mianmar: paz e perdão para curar e reconciliar - 30/11/2017
O Papa visitou Myanmar nesta semana naquela que foi a sua 21ª viagem internacional. Francisco apelou à paz no respeito pelos direitos humanos e anunciou o amor de Jesus revelado na cruz como uma mensagem imparável de perdão e de misericórdia.

Responsabilidade na transição

A República da União de Myanmar (ex-Birmânia), tornou-se independente do Reino Unido em 1948. Este jovem país encontra-se em processo de transição para a democracia. A Nobel para Paz, Aung San Suu Kyi, tem sido uma importante figura no atual momento político. Myanmar estabeleceu oficialmente relações diplomáticas com a Santa Sé em maio deste ano de 2017.

As Forças Armadas têm, contudo, ainda grande poder em Myanmar, em particular, nas decisões relativas à Defesa e à segurança das fronteiras. O caso da perseguição à minoria muçulmana rohingya num país de maioria budista tem sido assunto em destaque na imprensa internacional. O Papa apelou várias vezes nos últimos tempos para a ajuda a este povo.

Talvez por isso a primeira etapa do Santo Padre em Myanmar acabou por ser um encontro antecipado e de surpresa com o Chefe dos Serviços de Defesa do país, o general Min Aung Hlaing. O encontro teve lugar no arcebispado de Yangon poucas horas depois da chegada de Francisco a Myanmar.

Segundo Greg Burke, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, neste curto encontro que durou cerca de 15 minutos foi abordada a temática da “grande responsabilidade das autoridades do país neste momento de transição”. Houve troca de presentes: Francisco ofereceu a Medalha da Viagem Apostólica e o General Hlaing deu ao Papa uma harpa em forma de barco e uma tigela de arroz decorada.

Harmonia através das diferenças

Também não fazia parte do programa oficial, mas Francisco quis encontrar-se com os líderes de 17 diferentes religiões presentes em Myanmar. Foi no refeitório do arcebispado de Yangon.

O Papa no seu discurso sublinhou a importância do diálogo para a construção da paz declarando que somos todos “irmãos”.

“Não tenhamos medo das diferenças” – disse o Santo Padre – “não se deixem uniformizar pela colonização das culturas. A verdadeira harmonia divina faz-se através das diferenças. As diferenças são uma riqueza para a paz” – afirmou o Papa.

Neste encontro estiveram representantes budistas, hinduístas, muçulmanos, judeus, batistas e anglicanos.

Paz no respeito pela dignidade

Foi na cidade de Nay Pyi Taw que o Papa proferiu o seu primeiro pronunciamento público em Myanmar. Perante as autoridades do país e logo após encontros privados com o Presidente Htin Kyaw e a Conselheira de Estado, Aung San Suu Kyi, Francisco discursou no International Convention Center.

O Santo Padre começou por recordar que visitou aquele país para confirmar na fé a pequena comunidade católica, mas foi sua intenção “abraçar a inteira população” de Myanmar, um país de “extraordinária beleza” mas que ainda sofre conflitos internos e deve curar as suas feridas – disse o Papa:

“O Myanmar foi abençoado com o dom de uma extraordinária beleza e de numerosos recursos naturais, mas o seu tesouro maior é certamente o seu povo, que muito sofreu e ainda sofre devido a conflitos internos e de hostilidades que duraram demasiado e criaram profundas divisões. Pois que a nação está agora empenhada em restabelecer a paz, a cura destas feridas impõe-se como uma prioridade política e espiritual fundamental” – afirmou.

Francisco apontou no seu discurso a “paz” para o “futuro de Myanmar”, baseada no respeito pela “dignidade” de “cada membro da sociedade”:

“O futuro de Myanmar deve ser a paz, uma paz fundada no respeito pela dignidade e os direitos de cada membro da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e sua identidade, no respeito pelo Estado de Direito e uma ordem democrática que permita a cada um dos indivíduos e a todos os grupos – sem excluir nenhum – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum” – declarou o Papa.

Para a paz ser uma realidade são fundamentais as religiões que desempenham “um papel significativo na cura das feridas” – assinalou o Santo Padre:

“As diferenças religiosas não devem ser fonte de divisão e desconfiança, mas sim uma força em prol da unidade, do perdão, da tolerância e da sábia construção da nação. As religiões podem desempenhar um papel significativo na cura das feridas emocionais, espirituais e psicológicas daqueles que sofreram nos anos de conflito” – afirmou Francisco.

O caminho para a paz

A Prémio Nobel, Aung San Suu Kyi, é Conselheira de Estado de Myanmar, figura muito respeitada e fundamental no atual momento político do país. “The Lady”, como é conhecida, seguiu os passos de seu pai, Aung San, Secretário do Partido Comunista Birmanês, figura importante para a independência do país de um Reino Unido colonizador. Suu Kyi, defensora da democracia e da não-violência, esteve presa durante anos e é hoje Presidente da Liga Nacional pela Democracia.

No discurso que dirigiu ao Santo Padre ressaltou os esforços desenvolvidos para a consolidação da paz. “O nosso esforço mais apreciado é levar em frente o processo de paz com base no acordo de cessar-fogo nacional” – disse Suu Kyi sublinhando que “o caminho para a paz” é o “único” que trará ao povo de Myanmar a justiça e a prosperidade.

A líder birmanesa não deixou de referir a situação gerada em Rakhine com a minoria muçulmana que está em fuga para o vizinho Bangladesh. Suu Kyi desejou sucesso nos esforços de ajuda, salientando que esta situação tem atraído “fortemente a atenção do mundo”.

Amor de Jesus na Cruz é ‘GPS espiritual’ imparável

No dia 29 de novembro o Papa Francisco celebrou Missa no Complexo Desportivo de Kyaikkasan em Yangon para uma assembleia de cerca de 150 mil fiéis.

“Min gla ba” foi a saudação de boas-vindas em birmanês que o Santo Padre utilizou no início da sua homilia. Recordou que Jesus crucificado é a bússola segura que guia a nossa vida. Referindo-se às “feridas da violência” que muitos carregam em Myanmar, o Papa afirmou que “o caminho da vingança não é o caminho de Jesus”.

O Santo Padre assinalou, na sua homilia, que a Igreja em Myanmar “mesmo com meios muito limitados” está a “fazer muito para levar o bálsamo salutar da misericórdia de Deus aos outros, especialmente aos mais necessitados” – disse Francisco recordando o trabalho da Cartitas local e os esforços de “numerosas comunidades” naquele país, que querem ser “sementes de cura e reconciliação” nas famílias e na sociedade, proclamando “o Evangelho” mesmo a “outras minorias tribais”. E fazem-no porque o amor de Jesus “revelado na cruz” é “imparável”. Um verdadeiro “GPS espiritual” – afirmou o Papa:

“A sua mensagem de perdão e misericórdia obedece a uma lógica que nem todos quererão compreender, e que encontrará obstáculos. Contudo o seu amor, revelado na cruz, é definitivamente imparável. É como um ‘GPS espiritual’ que nos guia infalivelmente rumo à vida íntima de Deus e ao coração do nosso próximo” – declarou o Papa Francisco.

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