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Hoje é celebrada Santa Clara, padroeira da televisão - 11/08/2017
A Igreja celebra neste 11 de agosto a memória litúrgica de Santa Clara de Assis, a jovem da nobreza italiana que deixou tudo por Cristo e, junto a São Francisco, decidiu atender ao chamado de Deus.

Considerada padroeira da televisão e de seus profissionais, a santa viveu episódios em que teve a graça de ver projetadas nas paredes de sua cela cerimônias que desejava acompanhar, mas não podia por causa da enfermidade.

Santa Clara nasceu em Assis, em 1193, em uma família da nobreza italiana. Conta-se que seu nome surgiu de uma inspiração dada a sua mãe, a quem foi revelado que a filha iluminaria o mundo com sua santidade.

Quando Clara tinha 18 anos, São Francisco pregou em Assis os sermões quaresmais na Igreja de São Jorge. As palavras do “poverello” acenderam o coração da jovem, que foi lhe pedir, em segredo, que a ajudasse a viver segundo o Evangelho.


São Francisco a animou em seu desejo de deixar tudo por Cristo. No Domingo de Ramos de 1212, Clara assistiu à bênção das Palmas na Catedral. Todos os fiéis se aproximavam para receber um ramo de oliveira, mas Clara ficou em seu lugar, por timidez. Ao ver isto, o Bispo levou o ramo até onde estava. Nessa noite, fugiu de sua casa e se dirigiu ao povoado da Porciúncula, que distava dois quilômetros de onde vivia São Francisco com sua comunidade.

Neste local, Clara trocou seus finos vestidos por um hábito de penitente, que consistia em uma túnica de tecido áspero e uma corda de cinturão. São Francisco lhe cortou o cabelo. Como este não tinha fundado um convento para religiosas, conseguiu alojamento provisório para Clara no claustro das beneditinas de São Paulo, perto da Bastia.

Os parentes da jovem já tinham planejado para ela um casamento e, quando souberam o que tinha acontecido, decidiram tirá-la do convento. Conta-se que Clara se aferrou com tal força ao altar, que rasgou as toalhas quando a arrancaram de lá. A jovem descobriu a cabeça para que vissem seus cabelos cortados e disse a seus amigos que Deus a tinha chamado a seu serviço e que ela estava disposta a responder.

Em pouco tempo, a irmã de Clara, Inês, foi se unir a ela, o que desencadeou uma nova perseguição familiar. Mais tarde, São Francisco transferiu as duas para uma casa contigua à Igreja de São Damião, nos subúrbios de Assis, e nomeou Clara como superiora.

Passados alguns anos, já havia vários conventos das clarissas na Itália, França e Alemanha. A Beata Inês fundou uma ordem em Praga, onde tomou o hábito. Santa Clara e suas religiosas praticavam austeridades até então desconhecidas nos conventos femininos. Não usavam calçado e dormiam no chão, nunca comiam carne e só falavam quando era necessário ou por caridade. Santa Clara imitou à perfeição o espírito de pobreza de São Francisco.

A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco morreu e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via o santo de Assis e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja.

Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu projetado o presépio e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na Igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, Santa Clara é considerada padroeira da televisão e de todos os seus profissionais.

Outro momento marcante da vida desta santa se deu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exército dos turcos muçulmanos.

Em 1228, Gregório IX concedeu às clarissas o “Privilegium Paupertatis” para que ninguém pudesse obrigá-las a ter posses. Além disso, Santa Clara, como verdadeira intérprete do espírito e tradição franciscanos, redigiu por sua conta uma regra que os reflete com fidelidade e que proíbe toda forma de propriedade individual ou comum. Inocêncio IV só aprovou esta regra dois dias antes da morte da Santa.

Santa Clara partiu para a Casa do Pai no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Em 1255, menos de dois anos após sua morte, foi incluída no livro dos santos pelo Papa Alexandre IV.

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