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Dados e Histórico
PERCORRENDO NOSSA HISTÓRIA
Dados e histórico da diocese de Campo Mourão - PR
Mapa da Diocese de Campo Mourão, PR
Data de criação da Diocese de Campo Mourão: 20 de junho de 1959.

1º Bispo: Dom Eliseu Simões Mendes (1959-1980).
2º Bispo: Dom Virgílio de Pauli (1981-1999).
3º Bispo: Dom Mauro Aparecido dos Santos (1999-2007).
4° Bispo: Dom Francisco Javier Delvalle Paredes (2009- )

Situação geográfica: Oeste do Estado do Paraná.
Limites: a Nordeste - Arquidiocese de Maringá;
Leste – Diocese de Apucarana;
Sudeste – Diocese de Guarapuava;
Sudoeste – Arquidiocese de Cascavel;
Oeste – Diocese de Toledo e
Norte – Diocese de Umuarama.

Superfície 12.187,1 km².
População 344.475 hab. (IBGE 2007).
Densidade demográfica 29,11 hab/km².

HISTÓRICO

A Diocese de Campo Mourão foi criada pelo Papa João XXIII, com a bula "Cum venerabilis", de 20 de junho de 1959, sendo desmembrada da extinta Prelazia de Foz do Iguaçu e instalada no dia 23 de abril de 1960, com a posse o primeiro bispo Dom Eliseu Simões Mendes (1959-1980).

HISTÓRIA DA REGIÃO

A região de Campo Mourão encontrava-se situada na rota de colonização das Coroas de Espanha e Portugal. Durante o período colonial esta região pertencia à Província Guairá, sufragânea da Governação do Paraguai.

A Província Guairá situava-se ao sul do rio Paranapanema, sendo então fronteira com o território português do Brasil (Vila de São Paulo e Vila de São Vicente). A leste limitava-se com a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, traçado indefinido que dava margens à requisição de direitos tanto à Coroa portuguesa quanto castelhana. Cortada pelos rios Tibagi, Ivaí e Piquirivaí, entre os principais, encontrava-se ao sul o seu limite com o rio Uruguai, tendo como fronteira a Província do Tape (atuais Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A oeste encontrava-se o grande rio Paraná, importante pela navegação, penetração dos colonizadores e conquistadores e escoamento da produção. Ainda a oeste a Província Guairá limitava-se com o atual Estado do Mato Grosso do Sul, confim com a Província do Itatim. Pelas dificuldades de acesso e perigos era descrita como "el último rincón del mundo" e refúgio de gente perdida (Pe. Antonio Ruiz de Montoya).

No sistema adotado por dom João III, de colonização do Brasil através das capitanias hereditárias, o território paranaense estava dividido, fazendo parte de duas das capitanias: da barra de Paranaguá (Paraná) ao norte até a barra de Bertioga (São Paulo) fazia parte da capitania de São Vicente, da barra de Paranaguá para o sul até onde fosse legítima a posse (segundo a compreensão portuguesa) fazia parte da capitania de Sant’Ana. Martim Afonso de Souza, donatário de São Vicente, em 1532, enviou uma expedição comandada por Francisco de Chaves e Pero Lopes rumo às terras do Paraná em busca de riquezas. Visitas ao território paranaense foram efetuadas por moradores da Vila de São Vicente. Mas foi no final do século XVI, com o Governador Geral, Francisco de Souza (1591-1602), que se traçaram diretrizes para o avanço dos paulistas nas regiões de Minas Gerais e Guairá, o que possibilitou a organização de expedições armadas, as chamadas Bandeiras, que sistematicamente iniciaram as entradas nas terras guairenses em busca de índios e à procura de minas de ouro.

A colonização espanhola no Guairá seguiu dois rumos principais. Do litoral português partiu, em 1541, Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca para assumir o governo do Paraguai, da ilha de Santa Catarina, trilhando os caminhos do interior do Guairá, atravessando o rio Paraná e chegando a Assunção. A partir de Assunção, os espanhóis procuraram estabelecer-se no Guairá para assegurar o domínio da Coroa de Castela, efetivando e defendendo a posse da terra. A iniciativa de povoamento da região por espanhóis foi do governador Martinez de Irala, após ter explorado parte do rio Paraná, em 1553. Assim, deu-se a fundação de três povoados espanhóis no Guairá: Ontiveiros, Ciudad Real del Guairá e Vila Rica do Espírito Santo.

Estas fundações respondiam a uma finalidade específica: a ocupação do espaço do domínio espanhol, instaurando o sistema de encomienda como instituição para o desenvolvimento agrícola e incorporando as populações indígenas no sistema econômico, social e religioso da governação espanhola.

A evangelização na região do Prata fortaleceu-se com a ereção da diocese do Rio da Prata - Assunção, em 1547. Entre os tantos agentes, conhecidos e anônimos, que lançaram as bases da Igreja guaranítica, despontou o protagonismo dos franciscanos Alonso de San Buenaventura e Luis Bolaños, sendo os primeiros a abordarem as dificuldades da ação missionária e a importância de criar um instrumento guarani para catequizar e conduzir os guaranis à fé cristã.

O ideal missionário dos jesuítas na América apontava, já em 1551, a partir do Brasil, para a responsabilidade de levar o cristianismo à gentilidade guaranítica. Por solicitação do bispo de Tucumán, Francisco de Vitória, o padre José de Anchieta, então provincial do Brasil (1577-1587), enviou cinco padres jesuítas do Brasil à região do Paraguai: Leonardo Armínio, Manuel Ortega, João Saloni, Tomás Fields e Estêvão da Grã.

Com a criação da Província Jesuítica do Paraguai, em 1607, foi enviada do Peru uma expedição de 13 jesuítas, a caminho das terras do Paraguai. Em 1609 foram estabelecidos três campos de atuação missionária dos jesuítas: províncias dos Guaicurus, Paraná e Guairá (atual estado do Paraná).

A ação da Companhia de Jesus na Província Guairá, entre os anos de 1609 a 1632, foi intensa e de significado fundamental para o estabelecimento da evangelização no sul da América. Os rios foram as principais vias de comunicação com os indígenas e, à margem dos grandes rios da Província Guairá, fundaram-se, entre os anos de 1610 a 1628, treze reduções, sendo assim distribuídas: às margens do rio Paranapanema as reduções de Nossa Senhora do Loreto do Pirapó (1610) e Santo Inácio Miní (1612); às margens do rio Tibagi e seus afluentes as reduções de São Francisco Xavier (1622), Nossa Senhora da Encarnação (1625), São José (1625) e São Miguel (1627); às margens do rio Ivaí e seus afluentes as reduções de Sete Arcanjos (1627), São Paulo (1627), Santo Antônio (1627), São Tomé (1628) e Jesus Maria (1628); e às margens do rio Piquiri as reduções de São Pedro (1627) e Nossa Senhora da Conceição (1627-1628).

O avanço das bandeiras de portugueses levou à destruição a obra dos missionários jesuítas junto aos indígenas da Província Guairá entre os anos de 1628 a 1632, com o ataque às reduções indígenas e a sua transmigração para o sul do Paraguai. Nem a visita do bispo de Assunção Cristóbal de Aresti ao povoado de Vila Rica do Espírito Santo, em 1632, impediu a invasão e destruição deste povoado. O despovoamento da região provocou também o seu abandono. Novo interesse pela região despertou apenas em meados do século XVIII e século XIX com a preocupação em consolidar as fronteiras brasileiras com a Argentina e o Paraguai, através de várias incursões, depois da assinatura dos Tratados de Madri (1750) e Santo Ildefonso (1777), e com a guerra do Brasil, Argentina e Uruguai contra do Paraguai (1865-1870).

Por ocasião da nomeação de Dom Luiz Antonio de Souza Botelho Mourão, em 1765, como governador e capitão-geral da Capitania de São Paulo, extinta desde 1748, incursões foram autorizadas no sertão do Tibagi e campos de Guarapuava. Campo Mourão era apenas, nessa época, um caminho de aventureiros. Os primeiros colonos a terem propriedade legalizada na região de Campo Mourão constam no registro coletivo, lavrado na cidade de Guarapuava em 25 de setembro de 1893, ano da chegada dos expedicionários guarapuavanos Norbeto Marcontes, Guilher de Paula Xavier e Jorge Walter. Somente em 1903 vieram os primeiros desbravadores com interesse de se fixar residência: as famílias de José Luiz Pereira, Antonio Luiz Pereira, Cesário Manoel dos Santos e Bento Gonçalves Proença.

Em 1921, Campo Mourão foi elevado à categoria de Distrito Policial, pertencente ao município de Guarapuava. Com a Lei Estadual nº 2 de 10 de outubro de 1947, foi elevado a Município, com território desmembrado do município de Pitanga, e a instalação da Câmara de Vereadores no dia 5 de dezembro.
História da diocese
Mapa antigo da Diocese de Campo Mourão
A criação da Paróquia São José, em Campo Mourão, no dia 8 de dezembro de 1942, apresenta-se como ponto de referência significativo para a organização eclesiástica na região mourãoense. Mas a manifestação religiosa da população já estava bastante enraizada, desde as práticas devocionais em torno da Santa Cruz. O atendimento pastoral do padre Francisco Vendder, da Congregação do Verbo Divino, coadjutor de Guarapuava, com sua primeira visita em 1909 e do padre Aloysio Jacob a partir de 1938. Em 1933, Dom Antonio Mazzarotto, bispo de Ponta Grossa, realiza a primeira visita pastoral a Campo Mourão. Com a criação da Paróquia de Sant’Ana de Pitanga, Campo Mourão passa a pertencer a esta jurisdição eclesiástica, subordinada à Prelazia de Foz do Iguaçu, criada pelo papa Pio XI em 10 de maio de 1926. Em outubro de 1940, Dom Manoel Koenner, visitou a região pela primeira vez.

Ao ser criada a diocese em 1959, sobre um território de 25.967,78 Km², a população era cerca de 500 mil habitantes (Censo 1960: 464.385 habitantes), constituída de 40 municípios: Altônia, Alto Piquiri, Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Cianorte, Cidade Gaúcha, Cruzeiro do Oeste, Engenheiro Beltrão, Fênix, Goioerê, Guaporema, Icaraíma, Indianópolis, Iporã, Iretama, Janiópolis, Japurá, Jussara, Mamborê, Maria Helena, Mariluz, Moreira Sales, Nova Cantu, Nova Olímpia, Peabiru, Pérola, Quinta do Sol, Roncador, Rondon, São Tomé, Tapejara, Tapira, Terra Boa Tuneiras do Oeste, Ubiratã, Umuarama e Xambrê.

A posse do primeiro bispo, Dom Eliseu Simões Mendes (1916-2001), deu-se no dia 23 de abril de 1960. Nos dias 27 e 28 de julho aconteceu a primeira reunião do clero, junto ao Instituto Santa Cruz - 21 sacerdotes: 12 religiosos (três congregações, 4 brasileiros e 8 estrangeiros) e 9 diocesanos (4 brasileiros e 5 estrangeiros). De 10 a 12 de janeiro de 1961, na residência episcopal, realizou-se o primeiro retiro espiritual do clero, sendo pregador o padre Joaquim Antonio Netto, de São Paulo.

A organização efetiva dos trabalhos pastorais só pode concretizar-se com a construção do Instituto Social Lar Paraná, iniciado no final do ano de 1962 e inaugurado no dia 29 de junho de 1963. Todo o trabalho de organização e encaminhamento das atividades pastorais fez-se no clima de realização do Concílio Vaticano II, tendo participado o prelado de Campo Mourão. Nos anos de 1964 a 1967 muitas conferências e encontros foram realizadas, envolvendo o clero e os leigos, para refletir o apostolado e encaminhar o plano de ação pastoral, optando por uma “pastoral de evangelização”, organização da catequese, preparação para os sacramentos, trabalho em conjunto, formação (“Fé, Igreja e Sacramentos”), promoção da ação litúrgica e do apostolado leigo.

O incremento da ação pastoral foi fortalecido em outubro de 1969 com a publicação da Carta Pastoral sobre os Sacramentos da Iniciação, traçando orientações práticas para a renovação do sacramento do batismo e formação catequética. As comunidades rurais receberam uma atenção especial na organização dos cultos e na formação dos ministros extraordinários da eucaristia.

A diocese de Campo Mourão marcou, na década de 60, uma importância respeitável na ação pastoral da Igreja no Paraná. O Primeiro Plano de Pastoral do Regional Sul II (1969-70) - “Etapa de reconhecimento”, favoreceu os contatos entre as dioceses para uma pastoral de conjunto, organização das pastorais e unidade litúrgica. Em sintonia com a 11ª Assembléia Geral da CNBB foi assumido o Documento Pastoral de Brasília, em sintonia com as aspirações e esperanças do povo de Deus e a realidade da Igreja e do país.

As metas da ação pastoral foram sendo especificadas em comunhão com as orientações do 2º Plano do Regional Sul II (1971-72) – “etapa de integração das dioceses”, e a “realização da Igreja na Base” (3º Plano – 1973-75). Em comunhão com a CNBB é assumido nas dioceses do Paraná o mesmo objetivo pastoral: realizar a Igreja Particular, tendo como áreas prioritárias a família e as CEBs, em sintonia com 6 linhas de ação pastoral (triênio de 1976-78) e na “organização da Igreja na base” (biênio de 1979-1980).

A renúncia de dom Eliseu em 1980, não tirou a diocese do trabalho em conjunto com a Igreja no Paraná e no Brasil. Tendo sido eleito bispo no dia 20 de maio de 1981, dom Virgílio de Pauli (1923-1999) tomou posse no dia 19 de julho do mesmo ano, cujo objetivo pastoral determinado foi o de “organizar a Igreja na base” (biênio de 1981-1982), assumindo como prioridades a família, CEBs e paróquia renovada, e como destaque as vocações e a juventude. Em sintonia com a exigência vocacional da diocese, o novo bispo inaugurou ainda no ano de 1981 o Seminário São José, destinado a acolher jovens em preparação para o sacerdócio e o envio de seminarista a Londrina para os cursos de filosofia e teologia.
Durante o período de 1984 a 1987, a diocese de Campo Mourão, em sintonia com o objetivo da ação pastoral da Igreja no Brasil, procurou insistir na formação dos agentes de pastoral e na dinamização das CEBs, intensificando as áreas da pastoral vocacional, familiar, juventude e meio rural. Na década de 90, após um intenso trabalho de levantamento da realidade diocesana, buscou-se a reorganização das equipes diocesanas de pastoral, assumindo como prioridades as CEBs e a formação de agentes, bem como o fortalecimento do trabalho com a família, a catequese, a liturgia, a juventude, as vocações e o dízimo. Em relação ao crescente aumento dos movimentos, lembrava-se que o eixo da evangelização é a pastoral de conjunto, ressaltando que todo e qualquer movimento pode existir desde que se “integre na caminhada pastoral diocesana”, em sintonia com sua respectiva pastoral, não fazendo caminhada paralela, nem oposição à caminhada da pastoral diocesana.

Por ocasião do falecimento de Dom Virgílio de Pauli já estava na diocese, desde 30 de agosto de 1998, Dom Mauro Aparecido dos Santos, como bispo coadjutor, assumindo como titular no dia 20 de fevereiro de 1999. A diocese vivia em clima de celebração do envio dos missionários para as missões populares, por ocasião dos 40 anos de criação da diocese e em preparação para o Jubileu do Ano 2000. Entre os principais destaques durante o trabalho pastoral de Dom Virgílio ressalta-se a formação do clero diocesano, sendo ordenado, entre os anos de 1983 a 1999, 23 padres diocesanos e 5 diáconos permanentes.

Nestes 40 anos a diocese foi também geradora de outras dioceses. Em 1964, o papa Paulo VI, com a bula ad Maiorem Dominici Grecis, criava a diocese de Apuracana, sendo desmembrada da diocese de Campo Mourão a Comarca de Ivaiporã, e em 1965, com a bula Christi vices, criava a diocese de Guarapuava, desmembrando-se de Campo Mourão toda a comarca de Pitanga. Com a criação da diocese de Umuarama em 1973, bula apostólico officio, de Paulo VI, todo território desta nova diocese pertencia à diocese de Campo Mourão. A diminuição territorial possibilitou uma maior organização e dinamização das atividades pastorais, bem como, a criação de 30 novas paróquias, entre 1961 a 2007.

A atuação de Dom Mauro Aparecido do Santos durante os anos de 1999 a 25 de janeiro de 2008 respondeu às expectativas de preparação e celebração do Ano Jubilar de 2000, ressaltando o protagonismo dos leigos, a organização pastoral e centralização administrativa da diocese, o incentivo aos Grupos de Reflexão, pastorais e movimentos, o investimento na formação do clero (criação e instalação de seminários) e o estabelecimeto de diretrizes para os sacramentos, conselhos paroquiais e diocesanos. Neste período foram ordenados 23 novos padres diocesanos e tivemos a grata satisfação de oferecer para a Igreja da Bahia o bispo da diocese de Serrinha, dom Ottorino Assolari, membro da Congregação Sagrada Família de Bérgamo. Sendo eleito Arcebispo de Cascavel, Dom Mauro permaneceu como Administrador Diocesano de Campo Mourão, até 24 de janeiro de 2008.

No dia 24 de dezembro de 2008, o Papa Bento XVI nomeou como nosso quarto Bispo, Monsenhor Francisco Javier Delvalle Paredes, que já exercia a função de Administrador Diocesano desde 31 de janeiro de 2008. Ordenado em 27 de fevereiro de 2009, Dom Javier escolhe escolheu como lema de seu ministério Episcopal “Ego Elegi vos”.
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