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Preparar o presépio para o natal é preparar o coração para receber Jesus

Mais forte que uma simples tradição cultural e costume, a montagem do presépio ao lado ou em baixo da árvore de Natal, significa profunda profissão de fé das famílias católicas sobre um dos maiores e mais significativos acontecimentos do início do Novo Testamento, a vinda do Messias ao Mundo. Toda preparação do santo Natal, desde o começo do tempo do Advento, até a visita dos magos do Oriente, traz em si a concretização significativa da tão desejada e esperada Boa Nova, que haveria de vir, como anunciaram os pequenos e grandes profetas da História Sagrada. Hoje, quando a mãe, o pai e os filhos preparam carinhosamente o Presépio, estão, também, preparando o próprio coração e o coração de toda família, para o venturoso Nascimento de Jesus. Maria e José, não possuíam nada, mas tinham tudo, porque tinham a fé e o coração aberto para acolher o fruto do sagrado ventre de Nossa Senhora e o amor para que o Filho nascesse com segurança e o mínimo de conforto. A Manjedoura era o símbolo da pobreza. Os líderes religiosos da época, os sacerdotes do templo, viviam a pobreza bíblica, como nos dias atuais, mas Maria e José eram pobres na prática. Essa é a grande diferença. Hoje, quando nos preparamos para o Natal, também somos convidados para fazer penitência, viver desapegado dos bens materiais, para servir totalmente a Deus, porém há uma diferença muito significativa entre viver pobre e ser pobre. Maria e José não tinham para onde ir. A Igreja nos chama para essa reflexão. Devemos acolher e prestar assistência a quem, de fato, é pobre. Esse é o mérito espiritual daquele que vive a pobreza. A imagem do Presépio é a mais clara e dinâmica imagem representativa de uma família que é pobre. Eu não sou pobre, eu vivo a pobreza. Quando termina meu dia de trabalho eu volto para minha casa. Quem é pobre não tem o trabalho e não tem a casa para voltar, às vezes, não tem nem uma simples acolhida, porque não tem família.

O Natal é um tempo forte de conversão. Tanto a véspera quanto os dias que se seguem ao Natal são tempos felizes e bonitos, que nos fazem entrar em um clima de festa. Mas é preciso vivenciar todo esse ambiente em companhia das pessoas que amamos, principalmente a família. O Natal em nossa casa deve ser vivenciado nessa atmosfera de festa do presépio onde os anjos e pastores cantam a alegria do nascimento do Salvador. Onde a estrela brilha para orientar o magos do oriente, que queriam ver Jesus, porque acreditavam que Ele era o Messias que estava trazendo a salvação e a vida ao planeta. Ao entrar no clima do nascimento de Jesus devemos contemplar o presépio como o símbolo da eternização desse clima venturoso da chegada do Filho de Deus à Terra e, com todos os que o cercam, celebrar a festa da esperança. Jesus é a esperança. É a força que a humanidade necessitava e necessita até hoje, para poder se motivar e se animar a caminhar nos caminhos do Senhor.

Na contemplação do Presépio, podemos ver que Jesus teve verdadeiros amigos. Mas, também teve enorme quantidade de inimigos, a começar pelo Rei Herodes que o queria matar. Jesus era a esperança de uma nova vida, de uma nova força de uma nova ordem no Universo, a ordem do amor, mas os poderosos do mundo não aceitavam, como hoje também não aceitam e querem matar os que defendem a verdade. Natal, festa, presépio, presentes é isso! É a esperança sendo reacendida em nosso coração. É a Felicidade que se manifesta no Glória in excelsis Dei e todos nós cristãos temos vontade de gritar bem alto, para todo o mundo ouvir “Glória a Deus nas Alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade”. Viva o Salvador que chega e nos diz que vale a pena ter esperança por nossa vitória que é a ressurreição. Jesus nos ensina, desde o momento de seu nascimento, que não devemos temer aqueles que matam o corpo e nada podem fazer com a alma, porque eles um dia morrerão, mas nós ressuscitaremos para a vida eterna.

O Natal é de Jesus! A vitória é de Jesus, porque ele é a boa nova da salvação da humanidade...

Amani Spachinski de Oliveira
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