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O AMOR NO MATRIMÔNIO III

Estimados leitores, nos últimos dois meses refletimos sobre o Amor no Matrimônio. Afirmamos que a Igreja tem a grande missão de estimular o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar. Sendo necessário a acolhida e abertura para a caridade conjugal que se ajusta pela virtude da humildade, pois, “[...] para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade” (AL, n. 98). Prosseguimos neste mês, refletindo sobre o Amor no Matrimônio, tendo em vista a alegria de relacionar-se com os outros e transformar-se por meio do amor.

O Papa Francisco afirma que uma pessoa pode perfeitamente fazer o bem ou o mal para os outros. Sendo imagem e semelhança de Deus, devemos praticar as virtudes que conduzem a prática do bem. Ajudar o próximo deve ser motivo de alegria, primeiramente por estender a mão para aquele que perece, estar atendo as suas necessidades; também por saber que nossos irmãos vivem bem, pautados segundo os desígnios do Senhor, caminhando rumo a verdade. Estejamos atentos, abramos nossos olhos para enxergar aqueles que estão a nossa volta e com eles se alegrar, visto que o “Senhor aprecia de modo especial aquele que se alegra com a felicidade do outro” (AL, n. 110).

Neste sentido, “os esposos que se amam e se pertencem, falam bem do outro, procuram mostrar mais o lado bom do cônjuge do que as suas fraquezas e erros” (AL, n. 113). Denegrir a imagem do outro é um hábito que não alimenta a vivência autêntica das virtudes, desta maneira, Jesus ensina perfeitamente o que é necessário para a prática harmoniosa do bem: “Não julgueis e não series julgados” (Lc 6,37). No relacionamento, não deve haver julgamentos precipitados, mas o diálogo e paciência, dado que, “[...] o amor convive com a imperfeição, desculpa-a e sabe guardar silêncio perante os limites do ser amado” (AL, n. 113).

Uma família que verdadeiramente é guiada pelo amor, permite o desenvolvimento da “confiança sólida”, que não esmorece mesmo diante de sérias dificuldades, “aconteça o que acontecer” rejeitarão todo tipo de desilusão, engano, falsidade e mentira, circunstâncias que objetivam degradar o relacionamento mútuo (AL, n.115). Na vida familiar, é necessário cultivar o amor verdadeiro, “que permite lutar contra o mal que a ameaça. O amor não se deixa dominar pelo ressentimento, o desprezo das pessoas, o desejo de se lamentar ou de se vingar por alguma coisa” (AL, n. 119). Esse deve ser o ideal de toda família cristã: o amor que não desiste.

Em virtude do sacramento do matrimônio, os casais são investidos de uma missão: manifestar de forma visível o amor de Deus, visto que “o matrimônio é o ícone do amor de Deus por nós”. Demonstrar um amor que dure para sempre, que sustente, respeite e permita um futuro promissor ao lado da pessoa amada (AL, n. 121.124).

São Roberto Belarmino (grande santo jesuíta da Itália), dizia que o matrimônio é um grande mistério, uma vez que a união do casal é um vínculo indissolúvel, mesmo que haja dificuldades e sofrimentos, não pode haver separação. Nesses momentos o casal deve buscar o Senhor de todo coração e depositar n’Ele a sua confiança, na certeza de que encontrará a força necessária para que caminhem na “amizade que impele [...] a cuidarem um do outro”, vivendo plenamente a amizade e o amor. Com isso, precisam abrir os olhos da fé, para enxergar a beleza de estar ao lado da pessoa que Deus escolheu para juntos formarem uma família e permanecerem unidos até o momento do descanso definitivo (AL, n. 125.126.128).

Segundo o Papa Francisco, no seio familiar se faz necessário o uso de três palavras fundamentais: “com licença, obrigado” e “desculpa”. Deve-se usar o com licença, para não sermos invasores do outro; obrigado em atitude de reconhecimento do bem que o outro faz em nosso favor, reconhecendo que não somos egoístas, fechados em nós mesmos, mas abertos a amizade verdadeira; desculpar, conduta que muitas vezes é esquecida, de modo especial na vida familiar, mas, pedir desculpas demostra o reconhecimento das práticas incorretas e revela a abertura para o amor, paz e alegria, uma vez que “[...] as palavras adequadas, ditas no momento certo, protegem e alimentam o amor dia após dia” (AL, n. 133).

O Papa conclui dizendo que os gestos de solicitude para com os outros demostra carinho, supera barreiras, promove o amor e conduz a felicidade plena. Sendo assim, que “o Senhor nos faça crescer abundantemente no amor de uns para com os outros” (1Ts 3,12).

No próximo mês meditaremos sobre: O amor que se torna fecundo, tendo em vista a acolhida e abertura para vida.

Seminarista Rodrigo Ferreira dos Santos - rodrigoferreira-2011@hotmail.com
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