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A Semana Santa

Teve sua origem em Jerusalém. Ela consta da celebração do domingo de ramos: bênção dos ramos, procissão e celebração da eucaristia com a leitura solene da paixão. Esse domingo é a porta de entrada para as celebrações pascais.

A Quinta-feira Santa celebra o mistério do cenáculo que se volta para a cruz e a ressurreição. Jesus antecipa sua oblação em perspectiva de vitória e institui o memorial de sua paixão. Os momentos essenciais da celebração são: liturgia da palavra (Ex 12, 1-8.11-14; ‘Cor 11, 23-26; Jo 13, 1-15); lava-pés; liturgia eucarística, reposição do Santíssimo Sacramento, despojamento dos altares (feito em silêncio depois da celebração). Cristo deu-nos sua Páscoa no rito da ceia que exige, de nossa parte o serviço e a caridade fraterna (o rito do lava-pés é visto nesse contexto). Os fiéis são convidados a dedicar um período de tempo à adoração do Santíssimo Sacramento. Na manhã da quinta feira santa, celebra-se a missa crismal nas catedrais, missa em que o bispo abençoa e consagra os óleos.

A Sexta-feira Santa celebra a paixão e morte de Cristo como fonte de nossa salvação. A celebração tem três momentos principais: a liturgia da palavra (Is 52, 13-53, 12; Hb 4,14-16; 5,7-9; Jo 18, 1-19; 42); a veneração da cruz, a comunhão. Observa-se, nesse dia, o jejum denominado “páscoa” porque nos faz reviver a passagem da paixão à ressurreição. Aconselha-se prolongar esse jejum até a eucaristia da noite de Páscoa.

O Sábado Santo, chamado dia alitúrgico, ou seja, sem celebração da eucaristia, é um dia de jejum e penitência. A igreja vela junto ao sepulcro meditando na paixão e na esperança da ressurreição. O significado desse dia acha-se excelentemente expresso na Liturgia das Horas.

A liturgia do tríduo funda-se na unidade do mistério pascal, que consta inseparavelmente da morte e da ressurreição de Cristo. Cada dia do tríduo faz referência a outro e abre-se ao outro, tal como a ideia da ressurreição pressupõe a da morte. O centro de gravidade dos três é a vigília pascal com sua celebração eucarística, que, poderíamos dizer, é a mais importante do ano.

Na Vigília Pascal, “a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos.” No Missal Romano, a vigília é vinculada com o domingo de Páscoa. A estrutura da vigília consta de quatro momentos fundamentais: a celebração da luz; a liturgia da palavra; a celebração batismal (se não houver batismo, faz-se a renovação das promessas batismais); a celebração eucarística.

O simbolismo fundamenta da celebração da vigília pascal é o de ser ela uma “noite iluminada”; mais ainda, uma “noite vencida pelo dia”. Por meio dos sinais, a celebração da vigília demonstra que a vida da graça surgiu da morte de Cristo, exprimindo ao mesmo tempo a realidade do mistério da páscoa em Cristo e em nós. Em resumo, o tríduo é a “Páscoa celebrada em três dias”.

Inaugurada a celebração festiva da Igreja em vigília solene, a não deixará de cantar todo o dia durante a oitava pascal e todos os cinquenta dias do tempo de Páscoa: “Este é o dia que fez o Senhor” (Sl 117,24). E o fez para nós! Vamos vivenciar cada momento deste grande dia, com muita gratidão ao Senhor, por tantas maravilhas que Ele tem feito em nossas vidas! Feliz Páscoa queridos amigos de toda nossa amada diocese de Campo Mourão! Grande abraço!

Bibliografia: Manual de Liturgia I.

Lilian Hanel
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