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O tempo litúrgico do Advento

A Palavra “advento” como tantos outros termos importantes do Cristianismo, foi tirada do vocabulário pagão e significa “chegada” ou “vinda”. Ao longo do tempo, foi assumindo o sentido tanto do nascimento do Senhor (o Senhor veio!), quanto da preparação para esse evento (o Senhor vem!) e também da espera da segunda vinda de Cristo (o Senhor virá!).

O Advento começa com as vésperas do domingo mais próximo do dia 30 de novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal do Senhor, contando quatro domingos. É um tempo de alegria e esperança, de conversão e caminhada ao encontro do Senhor que “está para chegar”.

As duas partes do Advento

O tempo ferial se divide em duas partes significativas: o período que vai até o dia 16 de dezembro, que celebra “aquele que é, que era e que está para vir”, e o período de 17 a 24 de dezembro, que manifesta a teologia histórico-profética e expressa a preparação imediata ao Natal. O primeiro período propõe uma preparação espiritual de “espera quase ansiosa”. A invocação de súplica presente no Apocalipse (Ap 22, 17.20) brada ao Senhor que venha e que se manifeste à humanidade que espera. A duas personagens deste período, Isaías e João Batista, igualmente incisivos e de personalidades marcantes, são as duas bandeiras que sustentam as reflexões preparatórias para a segunda etapa do Advento, como se nota pelas leituras.

O segundo período apresenta a esperança dentro da comunidade cristã, que vê a manifestação plena de Deus. Os textos bíblicos dos evangelhos de Mateus e Lucas, proclamam os acontecimentos imediatamente anteriores ao nascimento do salvador. As personagens deste período de 17 a 24 de dezembro são Abraão, Davi, José, Zacarias, Isabel, João Batista e, especialmente, Maria.

Advento, tempo de devoção à Maria

O tempo litúrgico mais próprio para a veneração de Maria é o Advento. É o que afirma o papa Paulo VI na encíclica Marialis Cultus, sobre o culto à Virgem Maria. (cf. n. 4). Enquanto os meses de maio e de outubro são devoções sem ligação nenhuma com o Ano Litúrgico, o Advento, principalmente a partir do dia 17 de dezembro, insere Maria na vivência e celebração do mistério pascal. Podemos destacar duas festas marianas do mês de dezembro: dia 8, Solenidade da Imaculada Conceição, e dia 12, a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira principal da América Latina.

Características das celebrações do Advento

- O Advento é celebrado com sobriedade e com uma alegria discreta, quase contida. Por isso, não se canta o Glória... (a não ser nas solenidades e festas, e em alguma celebração especial). O Aleluia, no entanto, continua ressoando.

- Pelo mesmo motivo da sobriedade, o Diretório Litúrgico prescreve que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.

- Usa-se a cor roxa para as vestes litúrgicas (casula, estola...) onde se tem o costume de cobrir a estante da Palavra (ambão). O pano poderá ser da mesma cor. No 3º domingo, a cor usada tradicionalmente é o rosa, por ser o “domingo da alegria”, referente à segunda leitura, na qual o apóstolo nos convida: Alegrem-se.

- Muitas comunidades fazem uma “coroa do advento” com ramos verdes, na qual colocam quatro grandes velas. A Coroa é colocada no presbitério em lugar visível. Se não for muito grande poderá ser colocada no canto do altar. No primeiro domingo acende-se uma vela, no segundo domingo, duas... e assim por diante. A luz crescente indica a proximidade do Natal, quando a luz de Cristo, a luz da salvação há de brilhar para toda a humanidade. O Círculo, sem começo e nem fim, simboliza a eternidade. Podem-se acender a(s) vela(s) da coroa antes da celebração, porém, a comunidade provavelmente aproveitará mais, se este ato ocorrer dentro dos ritos iniciais, logo após a saudação, acompanhado de uma bênção ou uma oração.

- Os cantos para o tempo do Advento se encontram nos CDs Liturgia IV (para o ano A) e Liturgia VIII (para os anos B e C) da série Cânticos do Hinário Litúrgico da CNBB gravados pela PAULUS;

- Para o ato penitencial fórmula 3, executar os vocativos próprios para este tempo, que se encontram no Missal Romano.

O Tempo do Advento, nos faz viver profundamente o aspecto da presença/ausência do Reino. Reaviva em nós a esperança de um futuro melhor. Reanima a nossa coragem: os nossos esforços por uma vida digna, por uma sociedade fraterna, não serão em vão. Reaviva o nosso amor. Alguém espera por nós no ponto de chegada e já se faz presente como companheiro de caminhada: o SENHOR JESUS.

“Maran atha”. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vocês! Com todos vocês está o meu amor em Cristo Jesus”. (1 Cor 16, 22-24).

Biografia: Preparando o Advento e Natal – Ione Buyst e Natal Festa de Luz e Alegria – Antônio Sagrado Bogaz

Lilian Hanel
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