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O AMOR QUE SE TORNA FECUNDO

Estimados leitores, nos últimos três meses refletimos sobre o Amor no Matrimônio. Afirmamos que a Igreja tem a grande missão de estimular o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar. Apresentamos ser necessário a acolhida e abertura para a caridade conjugal que se ajusta pela virtude da humildade, pois, “[...] para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade” (AL, n. 98). E destacamos que o “Senhor aprecia de modo especial aquele que se alegra com a felicidade do outro” (AL, n. 110).

Prosseguimos neste mês, refletindo sobre o Amor que se torna fecundo, tendo em conta a alegria da união conjugal, bem como o acolhimento da vida, por meio da dos filhos e consequentemente a vivência do amor.

O Papa Francisco inicia o capítulo V de sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia: Sobre o amor na família, apresentando o amor como fonte da vida, ou seja, “o amor sempre dá vida. Por isso, o amor conjugal ‘não se esgota no interior do próprio casal [...]. Os cônjuges, enquanto se doam entre si, doam para além de si mesmos a realidade do filho, reflexo vivo do seu amor, sinal permanente da unidade conjugal e síntese viva e indissociável do ser pai e mãe’” (AL, n. 165, grifo nosso).

A Sagrada Escritura é permeada por diversas citações sobre a família, referindo-se à unidade do casal. O livro do Gênesis em seus dois primeiros capítulos oferece a representação do casal humano, retratando sua união como caminho seguro para formarem uma família segundo o coração do Senhor: “deixará o homem o pai e a mãe e se unirá a sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2,24).

A partir da união, percebe-se o desenvolvimento do casal, tendo a certeza de que serão cooperadores de Deus na obra da criação por meio dos filhos, uma vez que ser pai e mãe é uma experiência inestimável. Deste modo, o Papa afirma: “A família é o âmbito não só da geração, mas também do acolhimento da vida que chega como um presente de Deus. Cada nova vida permite-nos descobrir a dimensão mais gratuita do amor” (AL, n. 166, grifo nosso).

Neste sentido, é preocupante o grande número de crianças rejeitadas, abandonadas e aquelas que são maltratadas, sofrendo um verdadeiro martírio, simplesmente por terem nascido. Alguns pais são capazes de dizer até mesmo para a própria criança: seria melhor você não ter nascido. O Papa afirma que isso é vergonhoso, pois, somos criados a imagem e semelhança de Deus, é Ele quem nos dá a vida. Deus abençoa os casais e lhes diz: “sede fecundos, multiplicai-vos” (Gn 1,28). Percebe-se neste versículo a grandiosidade de um casal, convidados a serem cooperadores de Deus na obra da criação, chamados a conceber os filhos, que são “a herança do Senhor [...], sinal de plenitude da família na continuidade da mesma história de salvação, de geração em geração” (AL, n. 14). Infelizmente isso tem sido manchado pela indiferença com a vida humana.

Porém, se uma criança é rejeitada por ter vindo a esse mundo em circunstâncias indesejáveis (e nós temos a consciência de quantas situações indesejáveis se revela em nossa sociedade). Os pais, os familiares ou amigos próximos tem o dever de possibilitar para essa criança um acolhimento digno, como verdadeiro dom de Deus que exige amor, carinho, respeito, cuidado, pois, o ser humano é a única criatura que Deus quis por si mesmo (GS, n. 24), sendo que não vem a existência do acaso, mas sempre de um ato criador de Deus, que cria por amor (JOÃO PAULO II, 1993).

O Papa declara que os filhos são dons de Deus (que é O Senhor da vida) confiados aos pais, esse dom deve ser cuidado desde a concepção que é o princípio da existência desse novo ser humano. Após o seu nascimento precisam de atenção especial, tendo sobre eles um olhar atento às suas necessidades, na certeza de que eles (filhos) alcancem um dia “a alegria da vida eterna” (AL, n. 166). Uma vez que “[...] a vida humana e a missão de transmitir não se limitam a este mundo, nem podem ser medidas ou compreendidas unicamente em função dele, mas que estão sempre relacionadas com o eterno destino do homem” (GS, n. 51).

O Papa conclui dizendo que os gestos de solicitude para com os filhos demostram carinho, supera barreiras, promove o amor e conduz a felicidade plena. Sendo assim, que “o Senhor nos faça crescer abundantemente no amor de uns para com os outros” (1Ts 3,12).

No próximo mês continuaremos refletindo sobre o Amor que se torna fecundo, tendo em vista a acolhida e abertura para vida.

Rodrigo Ferreira dos Santos

Seminarista da Diocese de Campo Mourão – PR

3º ano de Teologia

Seminarista Rodrigo Ferreira dos Santos - rodrigoferreira-2011@hotmail.com
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