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O amor no matrimônio II

Estimados leitores, no mês anterior iniciamos a reflexão sobreoAmor no Matrimônio,destacando quea Igreja tem a grande missão de estimular o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar. Desta maneira, o caminho de desenvolvimento e amadurecimento dos casais e das famílias torna-se fecundo quando o amor é levado a sério.Não sendo visto somente como um sentimento momentâneo, mas destinado ao progresso, uma vez que a “alegria do amor” transforma, renova e fortalece a vida familiar.Prosseguimos neste mês, refletindo sobre o Amor no Matrimônio,tendo em vista a acolhida e abertura para a caridade conjugal.

No seio familiar, a acolhida e abertura para a caridade conjugal ajustam-se pela virtude da humildade, que segundo o Papa Francisco “faz parte do amor, porque, para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade” (AL, n. 98). Desta maneira, uma família que não vive pautada pela humildade corre o risco da degradação dos valores essenciais, deixando-se ser guiados pela lógica do domínio, ocasionando o aniquilamentodo amor. São Pedro, em sua primeira carta,apresenta conselhos eficazes a todas as famílias: “revesti-vos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (1Pd 5,5).

O Papa Francisco declara que“Amar é tornar-se amável” (AL, n. 99),de modo especial pelas atitudes concretas, dentre elas, a escuta. Escutar nunca é fácil; às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Como cristãos, deve-se escutar, uma vez que significa prestar atenção, querer compreender a dor do outro, dar importância a tudo que é dito, respeitaras fragilidades. O Papa afirma que“na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na ‘terra santa’ do encontro com o outro que me fala (Ex 3,5).Saber escutar é uma graça imensa, é ver a necessidade, aproximar-se, mover-se de compaixão, estender a mão, olhar alémdas aparências e acolher(Mensagem para o 50º dia Mundial das Comunicações Sociais).

Deste modo,“a pessoa que ama é capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam, estimulam. [...] para amar os outros, é preciso primeiro amar a si mesmo” (AL, n. 100-101), sendo um amor verdadeiro e fielao mandamento do Senhor “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,19; Mc 12,31).

São Paulo, na carta aos Filipenses, afirma: “não cuide somente do que é seu” (Fl 2,4), ou seja, no matrimônio, o cuidado não deve ser individualista, mas relacional, dando prioridade ao amor, observando atentamente as necessidades do cônjuge. Estar atento significa fazer com que a oração se concretize pela prática da caridade. Com isso, São Tomás de Aquino dizia que no relacionamento, a verdadeira caridade é aquela que quer amar e doar-se, “não esmorecendo na prática do bem” (Gl 6,9).

No matrimônio, o outro não deve ser visto como um inimigo ou um adversário a ser vencido, pois, atitudes como essas são movidas pela inveja, ou seja, o outro não satisfaz as expectativas individualistas. A inveja gera dois sentimentos perversos, sendo o ódio (profunda inimizade, uma paixão que conduz ao mal que se faz ou se deseja a outrem) e a falsidade, opondo-se à verdade. Tais ações devem ser vencidas pela prática da verdade e do amor, possibilitando a conservação e aperfeiçoamento da comunhão, tendo a certeza que “nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes” (AL, n. 104-106).

Março de 2017

Seminarista Rodrigo Ferreira dos Santos - rodrigoferreira-2011@hotmail.com
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