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O amor no matrimônio

Estimados leitores, no mês anterior refletimos sobre o olhar fixo em Jesus: A vocação da família, destacando que, as famílias são consideradas pelo Papa Francisco, como santuários da vida e o matrimônio um grande “dom do Senhor” (1Cor 7,7), que necessita ser reavivado a todo instante, sendo necessário ter os olhos fixos em Jesus, pois, é d’Ele que provém a segurança para enfrentar os desafios que possam surgir. Prosseguimos neste mês, refletindo sobre o Amor no Matrimônio, tema este, apresentado pelo Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal: Amoris Laetitia (A Alegria do Amor) sobre o amor na família.

Segundo o Papa Francisco, “[...] não poderemos encorajar um caminho de fidelidade e doação recíproca, se não estimularmos o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar”. O caminho de crescimento e amadurecimento dos casais e das famílias tornam-se fecundos quando o amor é levado a sério, não sendo visto somente como um sentimento momentâneo ou que lentamente perde seu valor. Deste modo, devemos ter uma certeza: “a graça do Sacramento do Matrimônio destina-se, antes de tudo, ‘a aperfeiçoar o amor dos cônjuges’” (AL, n. 89).

A primeira carta de São Paulo aos Coríntios (13,3-7), é conhecida como hino a caridade, pois, retrata aspectos essenciais no que diz respeito a caridade e o amor verdadeiro. Segundo Paulo, o amor é paciente, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, porém, tais características têm permanecido esquecidas. O amor muitas vezes parece desfigurado, uma vez que tem perdido o sentido, sobretudo nos novos modelos de relacionamentos apresentados pela cultura moderna. Diante disso, o Papa Francisco afirma que as famílias devem tomar cuidado para não se tornarem um “campo de batalha”, onde a paciência e sobretudo o amor ficam esquecidos (AL, n. 91-92). Sendo assim, continuamente devem lembrar-se que a “alegria do amor” transforma, renova e fortalece a vida familiar.

Com isso, o amor autêntico “beneficia e promove”, devendo promover o bem para todos aqueles que estão próximos, de modo especial os familiares, não usando somente de palavras, mas atitudes concretas que demostrem o interesse pelo bem alheio (AL, n. 93-94).

Jesus em sua vida pública, proclama os mandamentos por excelência, “o primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor Teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento, e com toda sua força. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior do que este” (Mt 22,34-40; Mc 12,29-33; Lc 10,25-28). Ou seja, amar a Deus acima de todas as coisas, tendo o Senhor como centralidade da vida familiar e o próximo como a ti mesmo, são dois mandamentos, sem dúvida, fundamentais para as famílias, visto que os membros de uma família são os mais próximos, sendo aqueles que compartilham as dores, os sofrimentos, as tristezas, porém, de maneira especial as alegrias, visto que “o amor leva-nos a uma apreciação sincera de cada ser humano” (AL, n. 96).

No seio familiar, uma virtude que não pode ser desprezada é a humildade, que segundo o Papa “faz parte do amor, porque, para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade” (AL, n. 98). Desta maneira, uma família que não vive pautada pela humildade corre o grande risco da degradação dos valores essências do seio familiar. São Pedro em sua primeira carta dá alguns conselhos, que são eficazes a todas as famílias, para que bem vivenciem essa bela virtude: “revesti-vos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (1Pd 5,5).

No próximo mês continuaremos a meditar sobre: O amor no Matrimônio, tendo em vista a acolhida e abertura para a caridade conjugal.

Seminarista Rodrigo Ferreira dos Santos - rodrigoferreira-2011@hotmail.com
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