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AMORIS LAETITIA

Sobre o amor na família

Estimados leitores, no mês anterior refletimos sobre a importância da família à luz da Palavra de Deus destacando que a Sagrada Escritura faz inúmeras alusões sobre a família, que auxiliam na construção de valores essenciais que conduzem ao encontro com o Senhor. Prosseguimos neste mês refletindo sobre a realidade e os desafios das famílias. Tema este, apresentado pelo Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal: Amoris Laetitia (A Alegria do Amor) sobre o amor na família.

Segundo o Papa Francisco, “O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja” (AL, n. 31). Deste modo, percebe-se que a família possui um valor inestimável, pois, no seio familiar vivencia-se o amor, lugar por excelência de formação de novos cristãos e novos cidadãos. É neste sentido que o Papa aconselha que todas as atitudes que levam ao bem são decisivas para o futuro, assim, as famílias tornam-se privilegiadas, uma vez que são formadoras dos grandes protagonistas do amanhã, chamados a serem “fiéis ao ensinamento de Cristo” (AL, n. 31.32).

Como cristãos, não podemos desistir de apresentar o matrimônio como sacramento instituído por Jesus Cristo em favor de toda Igreja. A sociedade tem pregado que o matrimônio é ultrapassado, que a união de um homem com uma mulher já não corresponde aos anseios atuais. Diante destas incompreensões, devemos nos esforçar na apresentação de razões e motivos para que haja compreensão e busca generosa pelo matrimônio e pela família (AL, n. 35).

Este trabalho deve ser realizado de modo especial com os namorados, na medida em que o matrimônio é um namoro que deu certo, pautado pela sinceridade, companheirismo, comprometimento, alegria, atitudes essas que culminam no amor. Consequentemente, devemos acompanhar os jovens casais nos seus primeiros anos de vida matrimonial, auxiliando-os em suas necessidades. Apresentando o matrimônio como um “caminho dinâmico de crescimento e realização”, contrapondo a visão pessimista que declara ser um fardo pesado a carregar (AL, n. 36.37).

Tudo isso se faz necessário para que ao longo do processo de desenvolvimento matrimonial e familiar, principalmente nos momentos de crises e dificuldades, não culminem nas separações e divórcios, uma vez que trazem “[...] sérias consequências para os adultos, os filhos e a sociedade, enfraquecendo o indivíduo e os laços sociais. As crises conjugais são enfrentadas muitas vezes de modo apressado e sem a coragem da paciência, da averiguação, do perdão recíproco, da reconciliação” (AL, n. 41). Com essas atitudes, compreende-se um enfraquecimento da fé e da prática assídua da religiosidade, possibilitando com que o homem e a mulher, permaneçam fechados em si mesmos, remoendo suas dificuldades. Nesta perspectiva, o papa afirma que “uma das maiores pobrezas da cultura atual é a solidão, fruto da ausência de Deus na vida das pessoas e da fragilidade das relações” (AL, n. 43).

Em relação à educação dos filhos, o papa argumenta que a função educativa tem encontrado sérias dificuldades, visto que muitos pais percorrem uma longa jornada de trabalho diário, chegando às suas casas cansados e sem vontade de conversar. Muitas famílias não vivem o diálogo e nem mesmo possuem o hábito de tomarem juntos suas refeições. Consequência do cansaço, como também os meios de comunicação (televisão, internet), assim, perde-se o contato pessoal com o outro, dificultando a transmissão da fé para os filhos, não havendo tempo para compartilharem os valores da vida presente (AL, n. 50).

Com isso, o Papa Francisco declara: “Uma família que quase nunca almoçam ou jantam juntos, ou em cuja mesa não se falam, mas se olha para a televisão, ou para o smartphone, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, sentados à mesa, estão apegadas ao computador, ao telefone e não se escutam entre eles, isso não é família, é um pensionato” (Catequese para as famílias: 11 de novembro de 2015).

O papa finaliza a segunda parte de sua Exortação Apostólica, defendendo que a força da família reside de modo especial “[...] na sua capacidade de amar e de ensinar a amar”. Sendo assim, mesmo que as famílias se encontrem feridas, há sempre uma esperança que não decepciona (Rm 5,5), que conduz as famílias a um contínuo crescimento no amor (AL, n. 53.57).

No próximo mês meditaremos sobre: O olhar fixo em Jesus: A vocação da família, no projeto do Reino de Deus e a transmissão da fé.

Novembro de 2016

Seminarista Rodrigo Ferreira dos Santos - rodrigoferreira-2011@hotmail.com
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