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Doxologia: o grande Amém!

Não é demais insistir na importância deste grande Amém que a comunidade celebrante pronuncia solenemente, glorificando o Pai, no Filho e pelo Espírito Santo, em resposta e adesão ao “Por Cristo, com Cristo e em Cristo...”. O “Por Cristo” conclui a oração eucarística proclamada pelo presidente, e que os fiéis acompanham, reverentes e silenciosos, participando por meio das aclamações previstas.

Bom seria que o presidente a cantasse, para facilitar a resposta cantada pela assembleia. Se ele não o fizer, o Amém deverá ser cantado de modo solene e vibrante, repetido várias vezes. Simplesmente recitado, de forma tímida e fraca, ele perde seu sentido essencial, pois, no dizer de Santo Agostinho, este “Amém é nossa assinatura, nosso consentimento, nosso compromisso”, concordando com tudo o que se proclamou ao longo da oração eucarística, que é de ação de graças pelas maravilhas de Deus, realizadas sobretudo por, com e em Jesus Cristo, nosso Salvador. Dizia ele que, ao cantar, a assembleia, o Amém, na liturgia, tremiam as colunas de sua catedral de Hipona, por seu poder irresistível. São Jerônimo nos lembra de que o Amém “retumbava como um trovão” nas igrejas romanas.

Portanto, não podemos nos limitar a dizer este Amém, palavra que não se traduz, mas a mais importante que um batizado pode pronunciar: Sim, eu estou presente, me envolvo...me comprometo...concordo... é verdade..., assino embaixo... é minha vida toda se oferecendo com Jesus, a única Oferta ao Pai. Amém! “Jesus Cristo é o nosso Amém, para glória de Deus Pai!”...Infelizmente, hoje se canta e se vibra pouco, por falta de compreensão do sentido profundo desse momento ritual. O Missal Romano, aliás, propõe diversas outras formas aclamativas, justamente para valorizar esta aclamação doxológica, de puro louvor, que deve soar como grito jubiloso, como adesão do ser inteiro, como experiência vital: Amém! Aleluia, Aleluia! – A Deus que é nosso Pai, amém louvor e glória! – Amém, honra e louvor ao Pai que em Cristo nos salvou! - Cristo é o nosso Amém, para a glória de Deus Pai!

Portanto, que nossa liturgia terrestre seja treinamento, preparação e começo do louvor do céu, em que ao Amém se acrescentará o Aleluia pascal da vida futura, da liturgia perfeita, do canto eterno, que os remidos pelo Sangue do Cordeiro cantarão a Deus sem cessar, como os anjos, conforme o Apocalipse de São João ( cf Ap 19, 1 ).

No dizer de Santo Agostinho, descrevendo o canto do céu: “Assim como o canto da terra, tanto no plano natural como no religioso, é a expressão do amor do coração, a vida do homem no céu, participação do amor de Deus, consistirá necessariamente em um incessante canto de louvor”.

“Aquele que não louva nesta vida não poderá participar da outra, que consiste essencialmente em louvar a Deus” (Santo Agostinho).

Lilian Hanel
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