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Festa de Todos os Santos e Dia de Finados

O mês de novembro começa com duas importantes celebrações da liturgia em nossa Igreja: a Festa de Todos os Santos e o Dia de Finados. É um tempo propício para refletirmos sobre a infalível morte e sobre a feliz eternidade, para quem vive fiel a Deus. A morte é a porta de entrada para a vida espiritual na presença do Pai. O estado de santidade é uma recompensa justa para todos os batizados que se dispuseram viver obedientes à Lei Divina. Para nós católicos, celebrar a memória dos santos, significa refletir sobre todo o mistério da presença de Jesus neste mundo. Os santos souberam valorizar, respeitar e vivenciar essa espiritualidade, enquanto viveram aqui. Eles, não só acreditaram em Jesus, como o seguiram de forma fiel e totalitária. É por isso que a Igreja lhes atribui o título de santos. É uma forma de reconhecimento e de legitimação de sua fé. Outro motivo que leva a Igreja a elevar os homens à glória da santidade é a sua lealdade e comprometimento com ela. Quando ela define um dia especial em seu calendário, para festejar a memória de todos os santos, está reafirmando o que foi dito por Jesus Cristo em relação à outra vida, principalmente na hora de sua morte, quando garantiu ao bom ladrão, “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).

A santidade, ou vida perfeita na presença de Deus no Céu é um dogma (verdade de fé), manifesto na profissão de fé católica, contida no que conhecemos como “Símbolo dos Apóstolos”, a oração do Credo. Ao rezarmos o Creio, durante a celebração da Eucaristia ou fora dela, estamos professando nossa crença nessa admirável verdade, demonstrada por Jesus, a ressurreição dos mortos. Na festa de Todos os Santos, a Igreja nos convida a uma profunda comunhão com os que morreram em santidade e estão gozando desse privilégio na eternidade. Com essa memória, a Igreja nos convida e nos motiva a, também sermos santos. Muitas vezes, pode nos parecer uma empreitada difícil, mas a graça e a força divina nos ajudam a trilhar esse caminho com segurança. Para nosso consolo, os santos não fizeram nada diferente do que possamos fazer. Buscar, em primeiro lugar, a vontade de Deus, estar disponível para seu serviço, aderir à prática do amor aos nossos irmãos e à comunidade, são algumas das exigências mínimas. A Igreja nos convida à santidade, por meio da prática dos sacramentos e do serviço à evangelização. A grandeza de nossa santidade será o tamanho de nossa dedicação a serviço do Reino de Deus nesta Terra. Para ser santo, de fato, não é necessário mudar nada do que fazemos no dia a dia, mas procurar fazer tudo perfeitamente, como se fosse nossa última ação. Não apenas viver bem. É preciso morrer bem. O Dia de Finados, segundo a Igreja, é o “dia da celebração da vida eterna das pessoas que já faleceram”. Celebrar esse dia, não deve ser somente recordar e ter saudade dos que já se foram, mas entrar em comunhão com eles, que estão vivendo na eternidade o seu descanso merecido. Somos convidados pela Igreja, a não só relembrar com saudade de nossos antepassados, mas acima de tudo, refletirmos sobre nossa própria morte. O que significa morrer? O corpo morre como a semente, para brotar na nova vida ressuscitada com Jesus Cristo. A morte, em verdade, é a única certeza que temos sobre nosso futuro. Um dia chegaremos lá. Ora, se isso é certo, então por que não vivermos preparados? Na celebração do Dia de Finados deste ano, vamos pedir a Deus que nos ajude fazer uma boa preparação, em vida, para o dia derradeiro e que possamos nos apresentar diante Dele, naquele dia, como pessoas dignas e merecedoras da salvação eterna

Amani Spachinski de Oliveira
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