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Santa Madre Paulina

No dia nove de julho a Igreja celebra a Festa de Santa Madre Paulina. Tive o prazer de visitar seu Santuário em Nova Trento, SC, encantei-me com a grandiosidade do templo, impressionei-me com a simplicidade de tudo e inebriei-me com o perfume da espiritualidade, que ainda circula pela região, onde passou essa grande e virtuosa mulher. Amábile Lúcia Visintainer, como foi batizada, desde criança enfrentou dificuldades na vida, trabalhando precocemente. Nasceu em Vigolo Vattaro, Trentino, Alto Ádige, norte da Itália, a 16 de dezembro de 1865. Veio, com os pais, para o Brasil, quando tinha nove anos, fixando morada na localidade de Vigolo, Nova Trento e lá viveu o restante de sua infância, a juventude e parte de sua vida adulta. A pequena Amábile, católica fervorosa, participava servindo na liturgia e em outras atividades pastorais na paróquia de Nova Trento, visitando doentes, catequizando as crianças, além de cuidar da capela.

Com vinte e cinco anos de idade, juntamente com sua amiga Virgínia Rosa Nicolodi, assumiu os cuidados de uma pessoa que havia contraído câncer, em estado terminal e não tinha onde ficar. Para isso, Amábile construiu uma pequena casa, improvisada como hospital, para atender a doente. Ela e a companheira decidiram morar ali, para cuidar melhor daquela senhora. E foi nesse local que fundaram a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, mais tarde aprovada pelo, então, bispo de Curitiba, dom José de Camargo Barros, no dia 25 de agosto de 1895. Amábile adotou o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Sua atenção à caridade era integral, servia a todos com esmerada dedicação, aliviando suas dores, e ajudando os carentes, os idosos, os desamparados, os enfermos, aos pequeninos e órfãos. Em decorrência da profunda espiritualidade, obediência, santidade e dedicação ao apostolado dela e de suas irmãzinhas, a congregação se expandiu e inúmeras vocações foram surgindo. Com isso, Madre Paulina precisou transferir-se para São Paulo, indo morar em uma capela no bairro do Ipiranga. Ali deu início à obra, que chamou de Sagrada Família, com o objetivo de acolher e abrigar os ex-escravos, suas esposas e filhos, após a abolição, que ocorreu em 1888.

Madre Paulina foi exemplo de oração fiel, devotada e perseverante, assim como, por sua aplicada e ininterrupta assistência às irmãzinhas doentes da congregação. Aos setenta e três anos de idade contraiu diabetes começando aí seu maior sofrimento em vida, mas foi sempre paciente. Precisou amputar o braço direito, ficou cega e, passados mais quatro anos, veio a falecer no dia 9 de julho de 1942, em São Paulo. Sua morte foi serena, como se fosse uma passagem natural desta ida para a eternidade, junto a Deus Pai.

Em 1991, quando o Santo Papa João Paulo II esteve em visita ao Brasil, nos deu a graça de beatificar aquela que seria e primeira santa brasileira. E, no ano de 2002, o mesmo Santo Padre a canonizou, elevando aos altares nossa querida Santa Paulina que inundou o Brasil, a Itália e o mundo, com a graça divina por sua fidelidade e doação completa a Deus.

Algumas frases que ela pronunciou em vida me chamam muito a atenção e servem como base para nossa reflexão e compromisso com a Igreja, que serve ao Senhor e com a humanidade que sofre, “o amor ao trabalho torna mais leve a carga de dissabores que o trabalho possa trazer”, ”confiar na sabedoria de Deus, é sentir-se amparado em meio ao temporal da vida”, “a oração é oferenda silenciosa de confiança em Deus”, “aceitar a Jesus como único Salvador é ter já o céu no coração”, “um coração misericordioso nos mostra que o perdão inunda a vida de esperança” e “o trabalho em prol de uma comunidade traz dignidade ao ser humano.” Sigamos o exemplo de Santa Paulina!

Amani Spachinski de Oliveira
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